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Estado lidera o ranking de coleta

Responsável por quase um quinto dos grãos e metade do algodão produzido no Brasil, a agricultura mato-grossense anexa ao seu currículo o primeiro lugar do ranking nacional na coleta e destinação para reciclagem, ou incineração, de embalagens vazias de defensivos agrícolas.



Entre janeiro e julho deste ano, Mato Grosso, que na próxima sexta-feira, 22, recebe o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para a comemoração do Dia Nacional do Campo Limpo, retirou do meio ambiente 3,18 mil toneladas - 21,89% das 14,55 mil toneladas recolhidas em todo o país. O estado de São Paulo, embora lidere a estrutura de reciclagem, com 80 unidades de coleta contra 22 em Mato Grosso, fica em terceiro lugar na lista (13,9%), atrás do Paraná (17,5%).



A partir da reciclagem das embalagens são fabricados 12 diferentes artigos entre eles, barrica de papelão, conduítes, caixas de passagem de fios elétricos, embalagens para óleos lubrificantes e sacos plásticos para descarte de lixo hospitalar.



De acordo com o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), que gerencia o processo de recolhimento e destino, o volume de embalagens destinadas à reciclagem vem crescendo em todo o país ao longo dos anos.



Entre 2002 e 2007, por exemplo, saltou de 3,76 mil toneladas para 21,12 mil toneladas. Um crescimento de 460%. De janeiro a julho deste ano, foram recolhidas 14.554 toneladas - 68,9% do volume de 2007.



Entre os países com sistemas de destinação final de embalagens vazias de defensivos agrícolas, o Brasil está na liderança. Cerca de 80% das embalagens comercializadas e 96% do total das embalagens primárias (que entram em contato direto com o produto) são destinadas à reciclagem.



Enquanto isso, a Alemanha destina 60%; a Austrália, 50%; a França, 45%; e os Estados Unidos, menos de 20%.



Unidades - Atualmente, Mato Grosso conta com 22 unidades de recebimento de embalagens vazias, das quais 13 centrais e 09 postos, permitindo o recolhimento de cerca de 90% das embalagens comercializadas.



Para chegar a este estágio, o Estado vem se preparando desde 1991, quando estabeleceu a necessidade de cadastro junto ao Indea/MT, para a comercialização de qualquer produto agrotóxico em seu território.



Em 1996, determinou-se a responsabilidade do usuário em promover a tríplice lavagem das embalagens vazias. Dois anos depois, foi inaugurada a primeira central estadual, em Sorriso, atualmente a que mais recebe embalagens em Mato Grosso e no País. Em 2006, é publicada a Lei 8.588, a nova Lei de Agrotóxicos de Mato Grosso.



Fonte: A Gazeta