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Mato Grosso poderá receber ações diferenciadas dentro do PAS

O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, afirmou que Mato Grosso pode contar com uma política diferenciada dentro do Plano Amazônia Sustentável (PAS). A reivindicação mato-grossense foi definida por ele como essencial, uma vez que é necessário distinguir as partes da Amazônia que são compostas por florestas, e as regiões que são ocupadas para a produção alimentícia. Em sua passagem pelo município de Sapezal, neste sábado (26.07), entre as visitas que fez, ele conheceu a maneira como é feito o manejo da terra em uma plantação de milho e soja.



O ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, afirmou que Mato Grosso pode contar com uma política diferenciada dentro do Plano Amazônia Sustentável (PAS). A reivindicação mato-grossense foi definida por ele como essencial, uma vez que é necessário distinguir as partes da Amazônia que são compostas por florestas, e as regiões que são ocupadas para a produção alimentícia. Em sua passagem pelo município de Sapezal, neste sábado (26.07), entre as visitas que fez, ele conheceu a maneira como é feito o manejo da terra em uma plantação de milho e soja.



Ainda no Aeroporto de Sapezal, o ministro recebeu algumas solicitações dos povos indígenas da região, os Parecis e Nambiquaras. A principal delas é que a União forneça uma linha de crédito específica para os indígenas, semelhante aos programas de incentivo a agricultura oferecidos atualmente aos agricultores.



Os representantes indígenas afirmam que já possuem uma pequena produção, mas que não conseguem vendê-la devido a legislações destacarem a proibição desta atividade econômica dentro de áreas reservadas a eles. “A lei está matando o índio. Nós não vivemos mais só de biju, nos alimentamos de arroz, milho, feijão, e tudo que se come na cidade. Mas para isso precisamos de dinheiro, só queremos poder trabalhar”, destacou a cacique Paresí, Mirian Kazaizokairo.



Unger se comprometeu a estudar e debater a solicitação em Brasília. “O grande problema da política indígena tradicional é dar a terra sem oferecer condições de sobrevivência a estes povos”, destacou. Entre os pedidos dos indígenas está ainda um maior apoio tecnológico para auxiliar na produção de suas lavouras, sem que elas agridam o meio ambiente.



Em meio à colheita de milho, o governador do Estado, Blairo Maggi, explicou o processo de colonização de Mato Grosso e como o rodízio de culturas auxilia na manutenção da produtividade do solo. O ministro embarcou em uma colheitadeira e acompanhou todo o processo da retirada do grão até o seu embarque em caminhões. “É preciso esquecer a idéia de que não é possível produzir sem preservação ambiental. Estou vendo aqui exemplos de manejos sustentáveis da terra”, comentou Unger.



Para o governador, a curta visita do ministro em relação ao tamanho e o volume de iniciativas desenvolvidas em Mato Grosso,conquistou um grande avanço para o Estado. Ele poderá falar com mais propriedade dentro das audiências sobre o que o Estado está fazendo, sobre como conseguimos ser os campeões de produção e ainda dar exemplo em conservação ambiental. Temos uma das melhores legislações do setor de todo o país”.



Durante a visita a Escola Estadual de Sapezal, o ministro voltou a afirmar que é urgente o processo de regularização das propriedades não somente em Mato Grosso, mas no país. Ele defendeu que a titularidade das propriedades dá mais segurança ao Governo, e ainda cria um maior compromisso em quem ocupa a área, que passa a dar mais importância as licenças ambientais antes de iniciar uma atividade.



A visita ao município de Sapezal encerrou a programação do ministro em Mato Grosso. A comitiva na cidade foi formada pelo vice-governador do Estado, Silval Barbosa, pelos secretários Yênes Magalhães (Planejamento e Coordenação Geral), Luis Henrique Daldegan (Meio Ambiente), pelo presidente da Associação dos Municípios Mato-grossenses, José Aparecido dos Santos, o Cidinho, o senador, Gilberto Goellner, e prefeitos, vereadores e autoridades da região.



Fonte: Secom-MT