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Saneamento básico: mudança de conceito pode promover mais qualidade de vida e preservação ambiental

Saneamento básico ainda é um tema que gera muitas discussões em algumas regiões brasileiras pelo fato de englobar preservação ambiental e saúde - assuntos de importante foco global. Em Mato Grosso, a abordagem do tema é ainda mais relevante, já que o Estado reduziu de 13,21% (1992) para 12,43% (2006) o acesso geral à rede de esgoto pela população, de acordo com a pesquisa ‘Saneamento e Saúde’, desenvolvida pelo Instituto Trata Vida e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).





O estudo mostra que, mesmo com o aumento da população mato-grossense, o serviço de saneamento básico ficou estagnado. Atualmente, apenas 30% da população de Cuiabá têm acesso à rede de esgoto tratado. Para fomentar as discussões e investimentos voltados a esse setor, a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (FIEMT) promove o ‘Seminário sobre Saneamento Básico’, nesta quarta-feira (23), a partir das 18h, na sede da instituição, em Cuiabá. O evento, que discutirá a questão em âmbito regional, bem como a sustentabilidade com responsabilidade sócio-ambiental, tem como objetivo principal enfatizar a conscientização da sociedade para a importância do setor.





De acordo com o representante da Centroprojekt - parceira do seminário -, Paulo Bomfim, no orçamento de uma obra no setor público, cerca de 20% do total são cotados para a estrutura de equipamentos para saneamento, mas no máximo 5% são realmente destinados a este fim. “É importante salientar que, em obras de investimentos para saneamento, no que se refere ao processo licitatório do setor público, a utilização de serviços e equipamentos específicos deve ser feita por uma empresa especializada e não uma construtora, pois quem detém a tecnologia é que tem o maior compromisso com a integral eficiência do sistema”.





Segundo Bomfim, o índice de acesso da população à rede de esgoto tratado poderá aumentar com os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Por isso é essencial que seja promovida essa discussão entre classe empresarial, poder público, entidades e organizações não-governamentais”, avalia. O representante da Centroprojekt ressalta que o seminário não tem a pretensão de encerrar questões, mas sim de fomentar o debate. “No evento poderão ser identificados os pontos polêmicos que verdadeiramente levam a um ‘estrangulamento do setor’, refletindo-se em imenso custo e prejuízo para toda a sociedade”, explica.





“É necessário que o conceito atual seja mudado, pois tanto a sociedade quanto os empresários precisam atingir um nível de preocupação adequado com essa questão. O atendimento às populações urbanas com água e esgotos adequadamente tratados é fator primordial para se atingir índices de qualidade de vida recomendados pelos organismos oficiais”, ressalta o representante da Centroprojekt. O seminário contará com a participação de representantes do Centro de Políticas Sociais da FGV, do Instituto Trata Brasil e do Instituto Ação Verde - parceiro na realização do evento. As inscrições são gratuitas. Outras informações pelos telefones (65) 3611-1666 / 3611-1582.



Fonte: Fiemt