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FIEMT é a primeira no país a contar com sindicato de reciclagem

Em uma iniciativa inédita no país, a Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso (Fiemt) aprovou oficialmente nesta sexta-feira (27), em reunião de diretoria da instituição, a filiação do Sindicato das Indústrias de Reciclagem de Resíduos Sólidos Industriais, Domésticos e de Pneus de Mato Grosso (Sindirecicle/MT). Atualmente, a representante das indústrias de Mato Grosso é a única no Brasil a contar com um sindicato na área de reciclagem.





“Enquanto a mídia registra Mato Grosso com um dos principais vilões na questão do meio-ambiente, mostramos que, na verdade, estamos preocupados com a preservação. Prova disso é a filiação do Sindirecicle à Fiemt”, afirma o presidente do Sindirecicle, Carlos Israilev. “O sindicato deve contribuir de maneira significativa para o desenvolvimento sustentável do Estado”, avalia.





Israilev ressalta que o trabalho da entidade já vem sendo realizado há cerca de oito anos. Inicialmente, os trabalhos de reciclagem eram promovidos pelo Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas de Manutenção Industrial e de Material Elétrico do Estado de Mato Grosso (Sindimec/MT). A partir de 2006, as atividades foram organizadas em um novo sindicato. “Sentimos que o setor já tinha força para caminhar pelas próprias pernas”, afirma.





Atualmente, o Sindirecicle conta com 18 indústrias associadas, em uma base territorial que compreende todo o Estado. Concentradas em Cuiabá e Várzea Grande, as empresas desenvolvem, principalmente, a atividade primária na reciclagem: coleta, acondicionamento e transporte. Segundo Israilev, Mato Grosso tem condições até mesmo de exportar matéria-prima reciclável para destinos como Alemanha, China e Rússia. “Vendemos cinco mil toneladas desse produto para outros Estados”, explica.





No entanto, o presidente do Sindirecicle afirma que o objetivo do sindicato é outro. “A idéia é mudar o perfil industrial do setor em Mato Grosso, trazendo mais empresas de transformação. Potencial de matéria-prima reciclável nós já temos, o que precisamos agora é vender o produto semi-elaborado ou como bem de consumo”, ressalta. “Com o apoio da Fiemt trabalhamos para buscar, junto aos órgãos governamentais, os incentivos fiscais e recursos econômicos necessários para apoiar a vinda de novas indústrias”.





ATUAÇÃO – Os trabalhos do Sindirecle são realizados a partir de três eixos. Primeiramente, o sindicato busca a conscientização de que o chamado lixo, sucata ou resíduo é, na verdade, matéria-prima reciclável. “Até mesmo a nomenclatura oficial precisa ser modificada”, altera Israilev. Outro eixo é a caracterização tecnológica, no que diz respeito às mudanças para a fase secundária da reciclagem: a transformação dos produtos. Capacitação e treinamentos fazem parte do terceiro eixo de atuação.





Segundo o presidente do sindicato, o ano de 2008 deve ser um divisor de águas no trabalho da entidade. “Conseguimos junto ao Instituto Euvaldo Lodi (IEL-MT) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) os recursos para desenvolver um diagnóstico do setor em Mato Grosso. Infelizmente, não temos números da produção de matéria-prima reciclável no Estado, mas esta pesquisa vai trazer os subsídios necessários para a programação dos trabalhos”, comemora.





POLO DE RECICLAGEM - Prova do sucesso que o sindicato já atingiu em Mato Grosso é a criação do projeto Pólo de Reciclagem Industrial para o Meio Ambiente (Prima), que deve atender não somente o setor industrial, mas todo o setor urbano/doméstico. “Trata-se de uma necessidade registrada em Mato Grosso. No mundo moderno, é impossível pensar em desenvolvimento e preservação sem o trabalho de reciclagem”, avalia Israilev. O projeto, que deve ter início até o final do ano, já conta com uma série de parceiros como a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e o poder público. Informações pelo telefone (65) 3644-2575.



Fonte: FIEMT