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Resolução pode reduzir atividades econômicas nos municípios

O governador apontou também as dificuldades do Estado para fazer o licenciamento em todas as propriedades de Mato Grosso inseridas no bioma da Amazônia, ressaltando que as atividades econômicas nestes municípios serão reduzidas se a atual resolução permanecer.



"É um tiro no pé do produtor", completa o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, frisando que todos os produtores dependem de crédito para plantar. "Sem dinheiro a produção pára e a agricultura pode ficar engessada nas regiões do bioma". Segundo ele, é preciso dar um prazo para que a medida seja regulamentada. Para o governador Blairo Maggi, este prazo terá que ser de no mínimo 10 anos.



A resolução do Banco Central não apenas cerceia o crédito ante o simples embargo, mas estende a vedação a qualquer instituição de crédito.



"Não se pretende menosprezar a importância da preservação ambiental e a necessidade do poder público adotar medidas concretas de combate ao desmatamento e às queimadas criminosas. Mas, as medidas adotadas inviabilizam a atividade econômica em muitas regiões do Estado", alerta o economista Amado de Oliveira Filho, consultor da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).



De acordo com ele, municípios com economia consolidada na agropecuária há mais de um século, como é o caso de Vila Bela da Santíssima Trindade, "jamais terão condições de cumprir a Medida Provisória 2.166/67 e adequar-se aos 80% de reserva legal".



Ele diz que o crescimento da produção sempre aconteceu mediante fortes pressões sobre o setor produtivo rural pelas autoridades ambientais federais, "remetendo ao setor acusações de predadores ambientais e em função disso aplicando severas medidas de comando e controle, como por exemplo, a MP 2.166/67, que significa uma verdadeira expropriação patrimonial das milhares de famílias que por convocação do próprio governo federal fizeram de Mato Grosso seu lugar para viver e produzir".



Diário de Cuiabá