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Setor produtivo entrega proposta do PAP e cobra ampliação de crédito

No último dia 15, os membros da Comissão Nacional de Crédito Rural da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entregaram ao ministro da Agricultura Reinhold Stephanes, um documento com as sugestões dos produtores rurais referente ao Plano Agrícola e Pecuário (PAP) que foram apuradas durante workshops de trabalho realizado nos Estados de Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso.



Após a condensação dos trabalhos desenvolvidos nos seis estados em que a CNA em parceria com a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), coordenaram, foram sugeridas mais de 500 propostas que trará incremento para a produção agrícola 2008/2009. Segundo a CNA, o novo plano deverá ser apresentando pelo governo federal, até o final do mês de junho.



Para o presidente da Comissão Carlos Rivaci Sperotto, o momento atual é adequado para se discutir novas diretrizes para as medidas que vão determinar as condições para o financiamento do custeio, comercialização e investimentos para os produtores na próxima safra (2008/2009), diante da reduzida oferta de alimentos no mundo e do aumento do consumo. "Podemos assumir a produção daquilo que está faltando no mundo", enfatizou. Um ponto destacado por Sperotto é a área disponível para a cultura de grãos, de 55 milhões de hectares para produzir 143 milhões de toneladas. "Ainda temos áreas para pecuária e os assentamentos. O mundo não sabe disso".





Eles chegaram a afirmar que a produção agrícola do País pode crescer 20% na safra 2008/2009 em relação a colheita prevista de 142 milhões de toneladas neste ano, caso o governo ofereça R$ 110 bilhões em crédito rural. O diretor administrativo da Famato Valdir Correa, que integra a Comissão Nacional de Crédito Rural disse que, se as condições sugeridas pelos produtores forem atendidas, a produção passará para mais de 150 milhões de toneladas. "Poucos produtores tem acesso ao crédito devido as restrições e com isso, nós estamos sendo refém das trainding, que tem monopolizado insumos agrícolas".



Fonte : Ascom Famato/ CNA